e encontro todo o mundo a mover-se uma fracção de segundo mais lento… Saída de um espaço, entrada noutro. A nossa tipografia, a nossa nave, o nosso espaço que nos persegue… O seu espaço entre o aberto e o fechado, luz escuridão luz e mais luz até subir pelo telhado do prédio em frente, desocupado. Estas mesmas diferenças de escala me ocupam com as texturas, do micro ao macro, há infinitas texturas dentro de uma textura já texturada. A estrutura da textura. A nossa estrutura. Sempre em nós, união de várias pessoas para criar. Os balanços. Estamos na praia, todo este cheiro que nos invade. Mareamos. Todo o espaço balança. O respirar das texturas, o respirar do chão. O sistema vestibular do mundo ou os efeitos de um mês de Junho em Alfama.
em_construção
sempre, mas na tranquilidade
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Hoje consegui sair de casa
quinta-feira, 26 de junho de 2008
ontem fui apanhar esteva...
pus gasolina no posto em frente ao espaço do lado do rio
e vi a nossa janela e todo o edificio deste lado
parece uma enorme prisão da américa do sul
o contraste com aquilo que vemos sentadinhos fora da janela é incrível
ainda com a cabeça num remoinho
mas assim que virei para a A6
saiu-me um grande peso de cima
aquela imensidão de campo à chapa do sol
entrecortada de verde pelo (penso eu) chaparro alentejano
sossegou-me
porque ao fim e ao cabo
(como dizia a outra)
é essa simplicidade do campo lavrado
das tarefas caseiras do dia-a-dia
do embalar a chegada da noite...
segunda-feira, 23 de junho de 2008
não tá fácil...
cada vez que me acho inspirada para escrever algo para a folha de sala
sento-me
começo
e salta a frase do meu (já) velho amigo (ele que me desculpe!) Walter Benjamin.
é simples e isso é a força deste trabalho
simplicidade é coisa de mestre
é coisa lá dos orientais
é zen
é dificil
é mais ou menos assim
sábado, 21 de junho de 2008
o espaço...
"sabes que no espaço...."
"vamos voltar para o espaço..."
" adeus, espaço...."
começo a ter a sensação que o espaço é algo noutra dimensão
aquela sensação de viajar até... ao espaço
não que seja espacial, mas é outro espaço que não o do nosso quotidiano
E tudo ajuda...
o tamanho da nave central
quando entramos pelas 2 primeiras divisões,
não se espera
é uma surpresa
a janela ao fundo, onde amamos ver o final do dia enquanto comemos, está alta
as descobertas, as camadas, os detalhes
e começa a ser muito nosso
algo que cresce por dentro
mas também do qual precisamos de sair de vez em quando
e as diferenças ao longo do dia
como já disse,
à noite é comovente,

apetece sussurrar e ir devagarinho
ser suave, suave
acarinhar
como se o quissessemos adormecer
de mansinho
diário #5
"Consegues andar de olhos fechados num espaço..mas nunca sabes onde andam... as tuas..."
Acho isto o nosso estado de espírito em algumas alturas, não só relativamente à organização dos nossos materiais, mas também no que se refere à "Bricolage" deste nosso trabalho... O termo bricolage ou bricolagem, segundo o wikipedia...
"...em do francês bricolage, é usado nas actividades em que você mesmo realiza para seu próprio uso ou consumo, evitando deste modo, o emprego de um serviço profissional..."
Ora eu acho que esta definição, resume bem a nossa atitude e a nossa maneira de estar...Temos um gosto enorme em fazer as coisas por nós, mesmo que estas não corram da melhor maneira...mas acho que este processo ajuda-nos a criar ligações com as coisas que nos rodeiam, nomeadamente a instalação que estamos a tentar construir... Estamos ligados, é um processo personalizado e DIY ( do it yourself ) e também nos proporciona momentos de risota, sempre que nos deparamos com alguma das nossas invenções ou ideias para resolver alguma coisa...do nosso "cenário".
Ahhh...mas se conhecerem algum macgyver... que consiga fazer coisas incríveis, só com pastilha e um pouco de cordel... digam-nos!!


